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O utente pós-crise: do consumo desenfreado ao consumo consciente?

Dentistry, dezembro de 2015

Com os primeiros sinais da anunciada chegada do final da crise terão os médicos dentistas que se adaptar a utentes com um novo perfil de consumo? É esta a ponderação que a MedSUPPORT faz neste artigo partindo do trabalho desenvolvido pelo marketeer John Gerzema sobre este tema.

A MedSUPPORT desenvolve trabalho de debate e reflexão sobre as questões que preocupam os profissionais de saúde seus clientes ou que podem para eles ser importantes no desenvolvimento da sua atividade, procurando antecipar cenários e apoiando na construção de estratégias diferenciadoras. Nesse âmbito e na preparação do novo ano que se aproxima velozmente a MedSUPPORT recomenda alguma reflexão sobre a eventual necessidade de adotar novas estratégias para o novo ano das clínicas e consultórios dentários.

As restrições ao consumo resultantes da crise económica transformaram os utentes levando-os a procurar mecanismos que lhes permitissem tomar melhores decisões como as ferramentas de busca e partilha em redes sociais. Estas novas ferramentas dotaram os consumidores de capacidades melhoradas na sua tomada de decisão, alterando-a e alterando consequentemente o seu anterior padrão de consumo. Assim, o referido autor aponta quatros estratégias principais para acomodar as expectativas destes “novos” utentes.

i. Procuram tirar o máximo valor de cada euro gasto e gastá-lo com sentido.
Procure explicar a importância da proposta e revesti-la de significado, isso dará ao utente o conforto de saber que o gasto tem significância e o custo ficará relegado para segundo plano perante a valorização do objetivo.

ii. Procuram conhecer e partilhar os valores com o prestador.
Para facilitar a decisão e também para garantir que recebe os utentes que gostaria de receber deve comunicar com clareza e transparência quais os valores pelos quais pauta a sua atividade. A ética toma um lugar dianteiro nas preocupações do novo consumidor que procura beneficiar prestadores que comuniquem comportamentos em que o utente se reveja e considere éticos.

iii. Procuram resiliência e durabilidade.
Com as dificuldades inerentes à crise económica lamentavelmente assistimos ao final de muitos projetos, trazendo consequências negativas a toda estrutura – clientes, fornecedores, funcionários, comunidades, etc. Existe agora uma crescente procura por projetos duradouros, que inspirem a confiança de uma ligação estável e duradoura.

iv. Procuram senso de pertença, de fazer parte de algo, de estar integrados na “comunidade”.
Ao sentir que outros confiam e procuram aquele profissional ou clínica e ao ter identificação com esse grupo isso reforça a ligação do utente com o seu médico e provoca sentimentos de pertença.

A MedSUPPORT acredita que o ano de 2016 será revestido de novas oportunidades e que será o ano em que nos despediremos do período difícil de baixa confiança e poder de compra, assim, com estas sugestões mas sobretudo com a ação direta nas clínicas e consultórios que em nós confiam para contribuir para o virar da página. Feliz ano novo!