Amanhã no Hotel VIP Executive, no Parque das Nações, a Federação Dentária Internacional e a Ordem dos Médicos Dentistas organizam uma conferência internacional sobre Cancro Oral e Saúde Oral.
O cancro oral está a aumentar em Portugal sobretudo no sexo feminino e em adultos jovens. Este tumor tem uma elevada taxa de mortalidade, devido sobretudo à falta de deteção precoce. É o sexto mais comum em todo o mundo.
Os principais fatores de risco desta doença são o tabaco e o álcool, sendo que, quando detetado precocemente, o cancro oral pode ser curado.
Esta doença é assintomática no início e manifesta-se na boca com pequenas lesões, podem ser manchas, placas ou feridas, que não desaparecem e que se tornam dolorosas com o passar do tempo.
O Governo anunciou a criação de um programa nacional de rastreio do cancro oral. Questionado pela Lusa, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Leal da Costa, mostrou-se preocupado e adiantou que o Governo está a estudar soluções.
O governante confirmou haver uma proposta da OMD e assegurou que vai “trabalhar com a Direcção-Geral da Saúde (DGS) para desenhar um programa de rastreio nacional e encontrar maneira de o financiar”. “Vamos implementar e manter junto dos médicos dentistas – e é um programa que depende da DGS – uma maior capacidade e um programa organizado de rastreio de cancro oral”, afirmou Leal da Costa.