Teve lugar no dia 26 de novembro, o seminário “Uma Nova Política de Saúde? Que Atores?”. O evento, da responsabilidade da Misericórdia do Porto, aconteceu no Auditório da Universidade Católica.
Com o intuito de promover “uma discussão séria, sem qualquer tipo de máscara” e de forma “a manter o nível de conforto, ao qual estamos habituados é necessário introduzir medidas corretivas”. As palavras são de António Tavares, provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto, que salienta que para isso há que aduzir “métodos de confiança entre os vários players – públicos, privados e sociais, e evitar divergências”.
Em harmonia com esse parecer esteve o Secretário de Estado Adjunto da Saúde, Fernando Leal da Costa, que em nome do Governo diz contar com “as misericórdias como parceiras, como tem sido ao longo dos séculos”.
Num discurso curto e positivo, Fernando Leal da Costa, falou também do Serviço Nacional de Saúde (SNS), dando conta de que o “Governo acredita que o SNS é sustentável e que trabalhando com quatro vetores: eficiência, responsabilidade, melhores escolhas e hábitos de vida saudáveis, tudo se ultrapassará”.
Segundo o Secretário de Estado Adjunto “o pensamento é só um: estamos absolutamente seguros que o SNS não será o mesmo, mas será sobretudo melhor”. Jorge Simões, presidente da Entidade Reguladora da Saúde (ERS), apresentou as atividades desenvolvidas pela organização, destacando-se o Projeto SINAS – Sistema Nacional de Avaliação em Saúde.
As variações da prática clínica, a reforma dos cuidados de saúde primários, o papel da tecnologia e a rede nacional hospitalar foram outros dos temas em debate.
Cláudia Lima | MedSUPPORT